Ontem fui ver o filme A Gaiola Dourada do jovem e giro realizador Ruben Alves (que também entra no filme ;) ). Gostei muito! Uma história simples mas bonita adornada com um grande elenco (com a Rita Blanco) e uma boa banda sonora (com algumas músicas do Rodrigo Leão). Nem vou contar nada sobre o filme para não estragar nada! Digo só que se pudesse viver no filme seria a filha do casal principal, porque será? ;)
Eu raramente vou ao cinema porque está cada vez mais caro mas gosto de promover o bom produto nacional por isso este não me escapou!
Acabei de ler este livro e, confesso, que a parte do orar não tem muito a ver comigo (e é estas alturas que eu agradeço a Deus por a minha avó não seguir o meu blog). Para mim seria só Comer e Amar. Até porque já tinha visto o filme e as partes que me lembro melhor são as pizzas em Itália (comer) e o Javier Bardem (co.. ups! amar!)!
Aqui ficam alguns excertos que eu gostei especialmente:
“No fim de contas, somos aquilo que pensamos. As
nossas emoções são escravas dos nossos pensametos e nós somos escravos
das nossas emoções.”
“O outro problema com todo este balouçar por entre
os ramos do pensamento é que nunca estamos onde estamos. Estamos sempre a
remexer no passado ou a espiar o futuro, mas raramente descansamos no
presente.”
“O Homem sábio é sempre igual a si mesmo”
“Os indianos contam uma fábula admonitória sobre um
grande santo que estava sempre rodeado por leais devotos no seu ashram.
Diariamente, o santo e os seus seguidores meditavam horas a fio sobre
Deus. O único problema era que o santo tinha um gatinho, uma criatura
incómoda, que costumava andar pelo templo a miar e a ronronar,
perturbando toda a gente durante a meditação. Por isso, o santo, com
toda a sua sabedoria prática, mandou amarrar o gato a um poste lá fora
algumas horas por dia, durante a meditação, para que não perturbasse
ninguém. Isto tornou-se um hábito - amarrar o gato ao poste e depois
meditar sobre Deus -, mas à medida que os anos passaram o hábito
transformou-se num ritual religioso. Ninguém conseguia meditar, a não
ser que o gato fosse amarrado primeiro ao poste. Depois um dia, o gato
morreu. Os seguidores do santo entraram em pânico. Era uma enorme crise
religiosa.”
(uma boa explicação para alguns rituais parvos)
“Ela diz que as pessoas tendem a pensar que a
felicidade é um golpe de sorte, algo que talvez desça sobre nós como o
bom tempo se formos suficientemente afortunados. Mas não é assim que a
felicidade funciona. A felicidade é a consequência do esforço pessoal.
Lutamos por ela, procuramo-la arduamente, insistimos nela e às vezes até
viajamos pelo mundo fora à sua procura.”
“Temos o dever de cuidar das nossas familias, onde quer que as encontremos”
“Mesmo que a dor faça parte do nosso futuro,
aceito-a desde já serenamente pelo prazer de estar contigo agora. Vamoes
desfrutar este tempo. É maravilhoso”
“Perder o equilíbrio às vezes, por causa do amor, faz parte de viver uma vida equilibrada.”
E, para comemorar o 2 meses que já passaram sem percalços e para ir mais uma vez a um lugar onde nunca tinha ido, ontem fui ao Clube Ferroviário. É um terraço muito giro em que as cadeiras são os bancos de comboios antigos. Gostei muito!
Nestes dias mais desocupados tenho aproveitado para conhecer sítios novos. Um deles foi o Quiosque da Time Out, na Avenida da Liberdade. Gostei muito! A Heineken serviu pra matar saudades de outros dias.
Uma história de amor que não é perfeita mas é perfeitamente real! Até custa a acreditar que os diálogos estão escritos e não fluem naturalmente. E a sensação desde o inicio do filme até ao fim foi idêntica à daquele pôr-do-sol: "Still there. Still there. Still there. Gone."